No dia 29 de Outubro na nossa sessão mensal de sábado, sessão que sempre tetamos trazer o diretor ou alguem envolvida com o filme, exibimos o filme: Transeunte de Eryk Rocha.
Eryk que dirige sua primeira ficção nos traz um filme de sons e imagens, no melhor sentido das duas palavras. Expedito (Bezerra) é um personagem que perambula, ou melhor, transita pelo Centro do Rio. A câmera o escolhe para acompanhar, sentimos que poderia ser qualquer um, mas ela escolhe um, Expedito é um aposentado que perdeu sua mãe, e não tem mais família, a não ser um uma sobrinha que o vem visitar em seu aniversario.
Esse filme não é só sobre Expedito, é sobre cada um de nós transeuntes de uma cidade que não para, Eryk nos faz perceber que cada pessoa que passa por nós, que atravessa a rua, que senta na praça que canta ou grita em meio a multidão é provida de vida, desejo e historias. E que cada lugar para onde olhamos, cada som que escutamos nos diz muito sobre cada um de nós ao mesmo tempo que nos modifica. É através da ótica Expedito que conhecemos a cidade, suas imagem, seus sons, e é através de dessas mesma imagens e sons que conhecemos quem é Expedito, alguém que em sua solidão é preenchido pela cidade, pelo meio a sua volta.
É nesse sentido que o cinema brasileiro caminha para conquistar seu público, com historias que precisam ser contadas, de pessoas comuns com eu e você, com quem nos identificamos. Por isso todo o público do Subúrbio em Transe agradece pela experiencia de assistir esse filme, pela presença do Diretor e parabeniza pelos prêmios mais que merecidos de Melhor Ator (Bezerra), melhor som e Premio da Critica no Festival de Brasilia e melhor Filme no Festival Latino-americano.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
sábado, 3 de setembro de 2011
Programação de Setembro
O Cineclube Subúrbio em Transe convida a todos para um mês dedicado ao Neo-realismo. Abrindo com um Viagem a Itália de Roberto Rossellini, um dos diretores precursores do neo-realismo. Seguindo para a segunda fase do movimento com Noites de Cabíria de Federico Fellini o diretor da imagem subjetiva e espetacular. E fechando com O grande Momento do cinema independente brasileiro da década 50 de Roberto Farias que mais tarde dará o gancho para o Cinema Novo.

Todos as terças feiras às 19h.

Dia 06 – Viagem à Itália (1953, Italia)
Dir. Roberto Rossellini
Um casal em crise vai de Londres a Nápoles para vender uma propriedade herdada por ela. Durante a viagem, são obrigados a confrontar suas
frustrações na relação.
Dia 13 – Noites de Cabíria (1957, Italia)
Dir. Federico Fellini
Cabiria é uma prostituta baixinha e elétrica que vaga nas ruas de Roma, procurando um verdadeiro amor, mas sempre se decepcionando. Após ter tentado tudo, inclusive ajuda divina, ela acha seu pretendente dos sonhos no local e hora mais inapropriados. Mas, seria ele tão perfeito assim?
Dia 27 – O Grande Momento (1958, Brasil)
Dir. Roberto Santos
Conta a história de um jovem filho de imigrante italiano que, às vésperas de seu casamento, sai em busca de dinheiro para pagar as despesas com os preparativos.
Após cada sessão bate papo cinéfilo.
E aguarde, sessão de sábado dia 24 com Rio, 40 Graus de Nelson Pereira dos Santos.
Esperamos todos lá.
Abraços.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Sessão de Aniversario 16/07: Barravento
O Cineclube Subúrbio em Transe convida a todos para a sua sessão de aniversario.
Dia 16 de julho, às 16h
4 anos de Cinema!!

Sinopse: Numa aldeia de pescadores de xaréu, cujos antepassados vieram da África como escravos, permanecem antigos cultos místicos ligados ao candomblé. A chegada de Firmino, antigo morador que se mudou para Salvador fugindo da pobreza, altera o panorama pacato do local, polarizando tensões. Firmino tem uma atração por Cota, mas não consegue esquecer Naína que, por sua vez, gosta de Aruã. Firmino encomenda um despacho contra Aruã, que não é atingido, ao contrário da aldeia que vê a rede arrebentada, impedindo o trabalho da pesca. Firmino incita os pescadores à revolta contra o dono da rede, chegando a destruí-la. Policiais chegam à aldeia para controlar o equipamento. Na sua luta contra a exploração, Firmino se indispõe contra o Mestre, intermediário dos pescadores e do dono da rede. Um pescador convence Aruã de pescar sem a rede, já que a sua castidade o faria um protegido de Iemanjá. Os pescadores são bem sucedido na empreitada, destacando-se a liderança de Aruã. Naína revela para uma preta velha o seu amor impossível por Aruã. Diante da sua derrota contra o misticismo, Firmino convence Cota a tirar a virgindade de Aruã, quebrando assim o encantamento religioso de que ele estaria investido por Iemanjá. Aruã sucumbe à tentação. Uma tempestade anuncia o "barravento", o momento de violência. Os pescadores saem para o mar, com a morte de dois deles, Vicente e Chico. Firmino denuncia a perda de castidade de Aruã. O Mestre o renega. Os mortos são velados, e Naína aceita fazer o santo, para que possa casar com Aruã. Ele promete casamento, mas antes decide partir para a cidade de forma a trabalhar e conseguir dinheiro para a compra de uma rede nova. No mesmo lugar em que Firmino chegou à aldeia, Aruã parte em direção à cidade.
É o primeiro longa-metragem do mestre, com a edição assinada por Nelson Pereira dos Santos!
É o primeiro longa-metragem do mestre, com a edição assinada por Nelson Pereira dos Santos!
Aguardamos todos lá.
Abraços.
"Nós somos o público!"
quinta-feira, 16 de junho de 2011
17 de Junho - Lançamento do ALMA SUBURBANA
ALMA SUBURBANA
"Existe vida alem do túnel"
Local: Cine Gloria, Praça Luiz de Camões.
Hora: 10h

Esperamos a presença de todos.
Abraços.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Programação de Junho
Em Junho, no Cineclube Subúrbio em Transe
Clássicos do cinema brasileiro e mundial às terças-feiras, 19h.

Dia 07 – O Colar Perdido da Pomba (Nacer Khemir, 1991)
Segundo filme da trilogia do deserto, apresenta enorme influência das Mil e uma noites. O filme mostra a estória de Hassan, que estuda a arte da caligrafia árabe com um grande mestre. Depois de achar um fragmento de um manuscrito, Hassan sai em busca das peças faltantes, acreditando que, ao encontrá-las, terá revelados os segredos do amor. Com a ajuda de Zin, ele encontra Linda Azizi, princesa de Samarkanda.

Dia 14 – O padre e a moça (Joaquim Pedro de Andrade, 1965)
Sinopse: Marie é uma moça francesa do campo que pretende se casar com seu namorado Jean. Juntos decidem fugir para Paris para escapar dos problemas que os impediu. Mas após um desencontro, Marie pensa ter sido abandonada pelo noivo e viaja sozinha. Anos mais tarde, já casada com um homem da alta sociedade parisiense, ela reencontra seu antigo amado, Jean.
Dia 21 – Porto das Caixas (Paulo Saraceni, 1962)
Baseado em história de Lúcio Cardoso, o filme marcou a
estréia de Paulo Cesar Saraceni em longas-metragens. É a história de uma mulher que, maltratada por um marido
ignorante e bruto, resolve assassiná-lo, e utiliza para isso seus encantos, buscando em mesquinha fauna de amantes o cumpridor da proeza.
Esperamos todos lá!!
Porque filmes foram feitos para serem vistos!!
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terça-feira, 31 de maio de 2011
Sessão Mensal de Sábado - Limite do Mario Peixoto
Programação especial de sábado: Dia 28/5 às 16:00

(Em vista da não existência do material em DVD, apenas em VHS de péssima qualidade, optamos pela melhor cópia existente exibida no Festival de Cannes de 2004/2006.) Após a sessão, debate com um auxiliar e pesquisador do Arquivo Mário Peixoto.
Sinopse prescrita no convite para a primeira sessão em 1931:
"Limite: O encontro de três vidas arruinadas pela vida no limitado de um barco perdido no mar. Duas mulheres e um homem, três destinos que a vida, depois de ter limitado constantemente nos seus desejos e possibilidades, reúne enfim no mais limitado dos espaços. Tudo é limite.
No filme, a cada momento, tudo procura transbordar dos limites. A máquina foge com os personagens em direção à natureza, atravessa mares e céus, persegue nuvens, voa com as aves, corre com os homens alucinados, segue os movimentos dos galhos das árvores que o desespero da natureza parece estar chamando, cai com os corpos desanimados dos homens, avança dez vezes sobre a fonte que jorra, foge, corre, perde-se perseguindo o horizonte, caminhadas sem fim – mas quando volta é a mesma terra que encontra, o chão que é superfície e fim de toda visão, a cerca que delimita, o limite que prende, limites de todas as espécies. Mesmo no ilimitado da natureza, tudo é limite.
Uma série de temas, de variações de situações, de movimentos de vida que o realizador pegou, desenvolveu, construiu geometricamente para fazer um todo só, um filme que fosse cinema puro, em que as imagens falassem por si, pelo seu ritmo. Sobre cada situação, bordou mil variações, interpretou cada imagem no sentido do todo. Ritmou tudo.
Ritmos. Ritmos de todas as espécies. O filme é um grande ritmo, de desespero e de angústia, de isolamento e de limite, que mil pequenos ritmos desenvolvem e complementam, a cada momento. Toda imagem tem o seu ritmo interior bem nítido e faz parte, pela sua duração, de um ritmo de sequência que constitui, junto a outros, o ritmo geral do filme.
Tudo é ritmo no filme. É o ritmo que, em cada situação, define o limite; é o ritmo que, no filme todo, situa a idéia e limita o sentido de cada aventura.
É o ritmo que define o limite, é ritmo que define Limite."
Nos siga também no
"Limite" (Mário Peixoto, 1931)
e "O homem do Morcego" ( Ruy Solberg, 1979)
(Em vista da não existência do material em DVD, apenas em VHS de péssima qualidade, optamos pela melhor cópia existente exibida no Festival de Cannes de 2004/2006.) Após a sessão, debate com um auxiliar e pesquisador do Arquivo Mário Peixoto.
Sinopse prescrita no convite para a primeira sessão em 1931:
"Limite: O encontro de três vidas arruinadas pela vida no limitado de um barco perdido no mar. Duas mulheres e um homem, três destinos que a vida, depois de ter limitado constantemente nos seus desejos e possibilidades, reúne enfim no mais limitado dos espaços. Tudo é limite.
No filme, a cada momento, tudo procura transbordar dos limites. A máquina foge com os personagens em direção à natureza, atravessa mares e céus, persegue nuvens, voa com as aves, corre com os homens alucinados, segue os movimentos dos galhos das árvores que o desespero da natureza parece estar chamando, cai com os corpos desanimados dos homens, avança dez vezes sobre a fonte que jorra, foge, corre, perde-se perseguindo o horizonte, caminhadas sem fim – mas quando volta é a mesma terra que encontra, o chão que é superfície e fim de toda visão, a cerca que delimita, o limite que prende, limites de todas as espécies. Mesmo no ilimitado da natureza, tudo é limite.
Uma série de temas, de variações de situações, de movimentos de vida que o realizador pegou, desenvolveu, construiu geometricamente para fazer um todo só, um filme que fosse cinema puro, em que as imagens falassem por si, pelo seu ritmo. Sobre cada situação, bordou mil variações, interpretou cada imagem no sentido do todo. Ritmou tudo.
Ritmos. Ritmos de todas as espécies. O filme é um grande ritmo, de desespero e de angústia, de isolamento e de limite, que mil pequenos ritmos desenvolvem e complementam, a cada momento. Toda imagem tem o seu ritmo interior bem nítido e faz parte, pela sua duração, de um ritmo de sequência que constitui, junto a outros, o ritmo geral do filme.
Tudo é ritmo no filme. É o ritmo que, em cada situação, define o limite; é o ritmo que, no filme todo, situa a idéia e limita o sentido de cada aventura.
É o ritmo que define o limite, é ritmo que define Limite."
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segunda-feira, 9 de maio de 2011
Programação de Maio
Clássicos do cinema brasileiro e mundial às terças-feiras, 19h.

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