"Onde houver um cineasta disposto a enfrentar o comercialismo, a exploração, a pornografia, o tecnicismo, aí haverá um germe do cinema novo. Onde houver um cineasta, de qualquer idade ou de qualquer procedência, pronto a pôr seu cinema e sua profissão a serviço das causas importantes de seu tempo, aí haverá um germe do cinema novo." (EZTETYKA DA FOME 65, Glauber Rocha.)
E Cineclube Subúrbio em Transe está de volta com os mesmos intuitos, trazendo cinema de qualidade para o subúrbio carioca, são filmes nacionais independentes, curtas-metragens, video-arte, cinema estrangeiro e os clássicos! Repetindo o movimento antropofágico o público se alimenta, digere e cria novas imagens a partir do seu olhar!
Por isso é um o prazer anunciar que temos novidades para esse ano de 2013!
Primeiro dia 25 de março estamos voltando com as nossas sessões mensais no CASARTI (Casa do Artista Independente) que acontecerá aos sábado. (Aguardem divulgação da sessão)
E a grande novidade é que a partir do dia 26 de Abril faremos sessões mensais na Arena Carioca da Pavuna, todo ultimo sábado do mês as 19h.
A Arena fica a 10 min do metrô de Pavuna.
Para mais informações sobre cinema e nossas próximas sessões acessem também nossa pagina no facebook:
http://www.facebook.com/suburbioemtranse
Abraços!!
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
domingo, 4 de março de 2012
Tributo à Buster Keaton dia 14/03, às 19:00
O Cineclube Subúrbio em Transe está de volta das ferias!
E enquanto mais ao norte eles fazem suas homenagens aos cinema mudo, nós aqui mais ao Sul fazemos a nossa. Tributo à Buster Keaton dia 14 de Março, quarta-feira, às 19:00
Dois curtas e um média que marcaram a carreira do diretor. Após a sessão, rolará um agradável bate-papo sobre o cinema keatoniano, bem como sobre Cinema em si.
Aguardamos todos lá!!
E enquanto mais ao norte eles fazem suas homenagens aos cinema mudo, nós aqui mais ao Sul fazemos a nossa. Tributo à Buster Keaton dia 14 de Março, quarta-feira, às 19:00
Dois curtas e um média que marcaram a carreira do diretor. Após a sessão, rolará um agradável bate-papo sobre o cinema keatoniano, bem como sobre Cinema em si.
Aguardamos todos lá!!
terça-feira, 1 de novembro de 2011
O Cineclube Subúrbio em Transe convida a todos para um mês dedicado a Africa, em comemoração a Consciência negra comemorada em 20 de Novembro.
Todas as terças-feiras às 19h
Dia 01 – Leão de Sete Cabeças (1970, Brasil)
Dir. Glauber Rocha
Nas palavras de Glauber Rocha, "é uma história geral do colonialismo euro-americano na África, uma epopéia africana, preocupada em pensar do ponto de vista do homem do Terceiro Mundo...". A Besta (Rassimov) é a Europa colonialista, protegida pelo imperialismo norte-americano (Tinti) e por um ex-nazista (Koldhoffer). Um pregador perdido pela África (Léaud) transita entre um revolucionário (Brogi), um líder local chamado Zumbi (Baiack) e a elite colaboracionista representada por Xobu (Segolo).
Dia 8 – Apontamentos para uma Oréstia Africana
Dir. Paolo Pasonili
“Eu deveria rodar esse filme em vários países do Terceiro Mundo. Seria uma espécie de documentário, de ensaio... Mas dessa forma, a quem interessaria senão às poucas elites politizadas atentas aos problemas do Terceiro Mundo?”, disse Pasolini sobre esta produção. Nada convencional, nada pitoresco, o documentário nos mostra uma África autêntica, de forma alguma exótica e, por isso, mais misteriosa que o próprio mistério da existência”.
Dia 15 – A Prece do Rouxinol (1960, Egito)
Dir. Henry Barakat
Baseado no romance do grande escritor egípcio, Taha Hussein. Neste trágico conto de amor e traição que se passa num bucólico e conservador vilarejo egípcio, conheceremos a história de Amna repleto de angústia e vingança, buscando salvar a honra de sua família.
Estão todos Convidados!
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Sessão: Leão de Sete Cabeças, dia 01 de novembro
Amanhã, dia 01 de Novembro às 19h. No mês da consciência negra, que é comemorada no dia 20 de Novembro começamos o com o clássico Leão de Sete cabeças, de Glauber Rocha filmado na Africa.
Nas palavras de Glauber
Rocha, "é uma história geral do colonialismo euro-americano na África, uma
epopéia africana, preocupada em pensar do ponto de vista do homem do Terceiro
Mundo, por oposição aos filmes comerciais que tratam de safaris, ao tipo de concepção
dos brancos em relação àquele continente". A Besta (Rassimov) é a Europa
colonialista, protegida pelo imperialismo norte-americano (Tinti) e por um
ex-nazista (Koldhoffer). Um pregador perdido pela África (Léaud) transita entre
um revolucionário (Brogi), um líder local chamado Zumbi (Baiack) e a elite
colaboracionista representada por Xobu (Segolo)
Essa sessão participa da SEDA-RJ - Semana do Audiovisual do Rio de janeiro. Mas informações e outras programações no blog:
Abraços...
Sessão do Filme "Transeunte"
No dia 29 de Outubro na nossa sessão mensal de sábado, sessão que sempre tetamos trazer o diretor ou alguem envolvida com o filme, exibimos o filme: Transeunte de Eryk Rocha.
Eryk que dirige sua primeira ficção nos traz um filme de sons e imagens, no melhor sentido das duas palavras. Expedito (Bezerra) é um personagem que perambula, ou melhor, transita pelo Centro do Rio. A câmera o escolhe para acompanhar, sentimos que poderia ser qualquer um, mas ela escolhe um, Expedito é um aposentado que perdeu sua mãe, e não tem mais família, a não ser um uma sobrinha que o vem visitar em seu aniversario.
Esse filme não é só sobre Expedito, é sobre cada um de nós transeuntes de uma cidade que não para, Eryk nos faz perceber que cada pessoa que passa por nós, que atravessa a rua, que senta na praça que canta ou grita em meio a multidão é provida de vida, desejo e historias. E que cada lugar para onde olhamos, cada som que escutamos nos diz muito sobre cada um de nós ao mesmo tempo que nos modifica. É através da ótica Expedito que conhecemos a cidade, suas imagem, seus sons, e é através de dessas mesma imagens e sons que conhecemos quem é Expedito, alguém que em sua solidão é preenchido pela cidade, pelo meio a sua volta.
É nesse sentido que o cinema brasileiro caminha para conquistar seu público, com historias que precisam ser contadas, de pessoas comuns com eu e você, com quem nos identificamos. Por isso todo o público do Subúrbio em Transe agradece pela experiencia de assistir esse filme, pela presença do Diretor e parabeniza pelos prêmios mais que merecidos de Melhor Ator (Bezerra), melhor som e Premio da Critica no Festival de Brasilia e melhor Filme no Festival Latino-americano.
Eryk que dirige sua primeira ficção nos traz um filme de sons e imagens, no melhor sentido das duas palavras. Expedito (Bezerra) é um personagem que perambula, ou melhor, transita pelo Centro do Rio. A câmera o escolhe para acompanhar, sentimos que poderia ser qualquer um, mas ela escolhe um, Expedito é um aposentado que perdeu sua mãe, e não tem mais família, a não ser um uma sobrinha que o vem visitar em seu aniversario.
Esse filme não é só sobre Expedito, é sobre cada um de nós transeuntes de uma cidade que não para, Eryk nos faz perceber que cada pessoa que passa por nós, que atravessa a rua, que senta na praça que canta ou grita em meio a multidão é provida de vida, desejo e historias. E que cada lugar para onde olhamos, cada som que escutamos nos diz muito sobre cada um de nós ao mesmo tempo que nos modifica. É através da ótica Expedito que conhecemos a cidade, suas imagem, seus sons, e é através de dessas mesma imagens e sons que conhecemos quem é Expedito, alguém que em sua solidão é preenchido pela cidade, pelo meio a sua volta.
É nesse sentido que o cinema brasileiro caminha para conquistar seu público, com historias que precisam ser contadas, de pessoas comuns com eu e você, com quem nos identificamos. Por isso todo o público do Subúrbio em Transe agradece pela experiencia de assistir esse filme, pela presença do Diretor e parabeniza pelos prêmios mais que merecidos de Melhor Ator (Bezerra), melhor som e Premio da Critica no Festival de Brasilia e melhor Filme no Festival Latino-americano.
sábado, 3 de setembro de 2011
Programação de Setembro
O Cineclube Subúrbio em Transe convida a todos para um mês dedicado ao Neo-realismo. Abrindo com um Viagem a Itália de Roberto Rossellini, um dos diretores precursores do neo-realismo. Seguindo para a segunda fase do movimento com Noites de Cabíria de Federico Fellini o diretor da imagem subjetiva e espetacular. E fechando com O grande Momento do cinema independente brasileiro da década 50 de Roberto Farias que mais tarde dará o gancho para o Cinema Novo.

Todos as terças feiras às 19h.

Dia 06 – Viagem à Itália (1953, Italia)
Dir. Roberto Rossellini
Um casal em crise vai de Londres a Nápoles para vender uma propriedade herdada por ela. Durante a viagem, são obrigados a confrontar suas
frustrações na relação.
Dia 13 – Noites de Cabíria (1957, Italia)
Dir. Federico Fellini
Cabiria é uma prostituta baixinha e elétrica que vaga nas ruas de Roma, procurando um verdadeiro amor, mas sempre se decepcionando. Após ter tentado tudo, inclusive ajuda divina, ela acha seu pretendente dos sonhos no local e hora mais inapropriados. Mas, seria ele tão perfeito assim?
Dia 27 – O Grande Momento (1958, Brasil)
Dir. Roberto Santos
Conta a história de um jovem filho de imigrante italiano que, às vésperas de seu casamento, sai em busca de dinheiro para pagar as despesas com os preparativos.
Após cada sessão bate papo cinéfilo.
E aguarde, sessão de sábado dia 24 com Rio, 40 Graus de Nelson Pereira dos Santos.
Esperamos todos lá.
Abraços.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Sessão de Aniversario 16/07: Barravento
O Cineclube Subúrbio em Transe convida a todos para a sua sessão de aniversario.
Dia 16 de julho, às 16h
4 anos de Cinema!!

Sinopse: Numa aldeia de pescadores de xaréu, cujos antepassados vieram da África como escravos, permanecem antigos cultos místicos ligados ao candomblé. A chegada de Firmino, antigo morador que se mudou para Salvador fugindo da pobreza, altera o panorama pacato do local, polarizando tensões. Firmino tem uma atração por Cota, mas não consegue esquecer Naína que, por sua vez, gosta de Aruã. Firmino encomenda um despacho contra Aruã, que não é atingido, ao contrário da aldeia que vê a rede arrebentada, impedindo o trabalho da pesca. Firmino incita os pescadores à revolta contra o dono da rede, chegando a destruí-la. Policiais chegam à aldeia para controlar o equipamento. Na sua luta contra a exploração, Firmino se indispõe contra o Mestre, intermediário dos pescadores e do dono da rede. Um pescador convence Aruã de pescar sem a rede, já que a sua castidade o faria um protegido de Iemanjá. Os pescadores são bem sucedido na empreitada, destacando-se a liderança de Aruã. Naína revela para uma preta velha o seu amor impossível por Aruã. Diante da sua derrota contra o misticismo, Firmino convence Cota a tirar a virgindade de Aruã, quebrando assim o encantamento religioso de que ele estaria investido por Iemanjá. Aruã sucumbe à tentação. Uma tempestade anuncia o "barravento", o momento de violência. Os pescadores saem para o mar, com a morte de dois deles, Vicente e Chico. Firmino denuncia a perda de castidade de Aruã. O Mestre o renega. Os mortos são velados, e Naína aceita fazer o santo, para que possa casar com Aruã. Ele promete casamento, mas antes decide partir para a cidade de forma a trabalhar e conseguir dinheiro para a compra de uma rede nova. No mesmo lugar em que Firmino chegou à aldeia, Aruã parte em direção à cidade.
É o primeiro longa-metragem do mestre, com a edição assinada por Nelson Pereira dos Santos!
É o primeiro longa-metragem do mestre, com a edição assinada por Nelson Pereira dos Santos!
Aguardamos todos lá.
Abraços.
"Nós somos o público!"
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